Gosto de olhar São Paulo do alto, do alto de Perdizes, do alto do meu salto alto, do alto dos edifícios, assim eu consigo enxergar uma cidade misteriosa e bela a ser descoberta.
Se eu olhar por baixo a cidade me devora, me rouba a bolsa e o tempo.
A melhor definição para este meu sentimento é a tomada à distancia no cinema: “os enquadramentos guardam um respeitoso afastamento, ressaltando essa vontade de descobrir o lugar das coisas neste mundo em que nada tem lugar”
E a noite, quando me deito e fecho os olhos, sinto-me como uma paisagem e a cidade como me deixando em close me acolhe.






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